Postado em: 13/06/2017 às 14:41

Juntos com o time nós somos imbatíveis


Nasci em Mazargão, onde morei até os nove anos e plantava na horta com a minha família. Mudando para Goiânia em 1975, fui com meu pai atleticano no clássico e disse para ele que queria ser Vila, pela força da torcida na arquibancada. Lá começou a mina história com o Vila Nova.

Aos 22 anos, montei a Só Bandeiras, quando começou uma parceria com a torcida do Vila. Fizemos a maior bandeira em foram de camisa do mundo, naquele jogo emblemático da virada do Vila contra o Goiás por 5 a 3.

Todo torcedor do Vila sempre teve a intenção de jogar no Vila ou de ser presidente. Em 2015 trabalhei na base como diretor financeiro e fizemos reestruturações, mas deixei o cargo por não concordar com situações que aconteciam.

No final de 2015, me candidatei a presidência do Conselho, mas abri mão da candidatura para não dividir o clube. Embora não concordasse, eu sempre pensei primeiro no clube do que em meu projeto pessoal. Até que em 2016, o presidente do conselho me perguntou se eu queria ser vice-presidente do clube, porque boa parte da diretoria tinha renunciado e era preciso recompor a direção.

O meu projeto de ser presidente acabou antecipado com a renuncia do então presidente Gutemberg Veronez, e no dia 9 de outubro de 2016, assumi a presidência do Vila de forma interina. Em novembro, me candidatei nas eleições e fui eleito com mandato até o final de 2017.

Nesse período na presidência estamos batalhando para fazer com que o Vila seja um clube organizado, buscando credibilidade enquanto instituição. Não adiante querer montar uma equipe vencedora se o clube não tem uma estrutura administrativa que dê suporte.

Em cima de princípios e valores que aprendi durante a vida toda, tenho priorizado um relacionamento de proximidade no clube. Hoje, aqui no Vila Nova, nós vimemos em completa harmonia, desde as pessoas mais simples que trabalham no CT, as cozinheiras e portaria, até diretores, comissão técnica e jogadores.

Acredito que todo mundo tem que estar remando para o mesmo rumo. Então espero que o torcedor, que é a razão maior da existência do Vila, possa entender isso e se encontrar com o clube novamente.
Todas as vezes que o torcedor acredita no clube, vai ao estádio, faz o sócio torcedor, nós fazemos a diferença. Nossos jogadores precisam desse apoio que vem da arquibancada. Hoje o Vila é bem administrado, estamos dano um rumo ao Tigre. Temos um processo de transparência que o torcedor tem acesso ao presidente, para saber o que está acontecendo.

É por isso que eu tenho feito um apelo para a torcida do Vila: É fundamental estreitar esse relacionamento entre clube e torcedor, para que a gente possa se ajudar e conseguir o tão sonhado acesso. O jogador que está faltando é o torcedor na arquibancada. Juntos com o time nós somos imbatíveis.

Evical Martins - Presidente Executivo