Base do Vila Nova utiliza quarentena para aprimorar seus profissionais, monitorar atletas e se preparar para volta gradativa e segura

Postado em: 01/05/2020 às 14:43 - Modificado em 04/05/2020 às 12:18

Base do Vila Nova utiliza quarentena para aprimorar seus profissionais, monitorar atletas e se preparar para volta gradativa e segura
(Foto: Matheus Alves / Vila Nova F.C.)

Interrupção. Foi isso que aconteceu em todo o mundo neste início de 2020 por conta da disseminação de um novo vírus, o Coronavírus que provoca a Covid-19. E os efeitos também foram causados nas categorias de base do Vila Nova, que depende de captação, desenvolvimento e sequência para atingir seus objetivos. Do Sub-12 ao Sub-20, o Tigre se remonta diariamente para minimizar os danos causandos por esse período sem atividades.

O Sub-12 foi recém criado para possibilitar a aquisição de jovens atletas em virtude da ausência de escolinhas, por ora, no OBA. Os frutos sequer começaram a ser colhidos, praticamente. O convite para a GO CUP, principal competição da categoria no mundo, não se efetivou em participação no torneio cancelado. No Sub-13, o preparador de goleiros específico para esses garotos não pôde entrar em cena, enquanto no sub-15 e sub-17 os bons resultados das primeiras competições da nova gestão ainda não puderam ter sequência.

Na idade mais perto do profissional, o sub-20, a equipe chegou a estrear no Goianão, adiado para o segundo semestre, com uma vitória por 1 a 0. No momento, a prioridade é pela vida e segurança de todos aqueles que compõe o Vila Nova, mas não há como negar os impactos mais severos na base.

"O impacto (da parada) é negativo e envolve vários aspectos. Na formação, no desenvolvimento do planejamento e o aspecto econômico, uma vez que perdemos um semestre de exposição dos nossos atletas. Estes poderiam estar jogando e criando novas negociações. Hoje, pela real situação do Vila, dependemos de negociação de atletas da base para a sobrevivência do clube, bem como a promoção para o profissional. E claro, o jogador precisa atuar", opinou um dos membros do Conselho Administrativo da base, Olímpio Jayme Neto, que trabalha ao lado de João Pedro Ferro, João Victor de Oliveira Salazar, Francisco Azeredo e Júlio César Nunes.

Para minimizar a perda de preparo físico dos jogadores, as comissões técnicas das categorias de base tem monitorado cada jogador individualmente. Todas as ferramentas possíves são utilizadas para intensificar o trabalho à distância. Metodologias e treinamentos específicos foram elaborados pela comissão de cada categoria. As atividades semanais e quinzenais são propostas pelos treinadores e preparadores físicos. Ao final do treino, os jogadores enviam o nível de cansaço, o que foi executado e o tempo de execução de cada exercício. Os dados são colocados em uma planilha e assim é feito o monitoramento. Na categoria sub-20, os atletas tem sido auxiliados pelo departamento de fisiologia até no aspecto do sono. 

No âmbito da diretoria, estão sendo feitas reuniões por vídeos com todos os funcionários para definir o planejamento, além de discutir e monitorar os dados coletados sobre cada um dos jogadores. Sobre os profissionais de comissão técnica, cursos estão sendo feitos, além de acompanhamentos de lives.

"Várias instituições tem promovido cursos gratuitos online e lives com bastante troca de conhecimentos. A gente vê membros do clube aproveitando isso. São colegas de profissão de todo o Brasil gerando conteúdo, vários canais conceituados de futebol. E, também, os próprios funcionários do Vila tem disponibilizado conteúdo para diversas pessoas. Isso é muito bacana pois estão aproveitando o período para se atualizar e passar conhecimentos para outras pessoas", avaliou Olímpio.

Retorno, cuidados e prevenção

Para possibilitar o bem estar dos atletas e demais funcionários, a diretoria da base vilanovense tem procurado seguir todas as recomendações de segurança e prevenção das entidades de saúde e do futebol, que se atualizam com frequência. Diante disso, a previsão para o retorno de atividades na base é para o dia 20 de junho, data que pode ser postergada, com a realização de todos os torneios amadores no segundo semestre de 2020.

E como a pandemia se espalhou primeiramente na Europa antes de chegar ao Brasil, o Tigre aguarda os protocolos utilizados no Velho Mundo para possibilitar um retorno gradativo e seguro por aqui. "Todo o protocolo vamos realizar da melhor forma possível. A gente vai acompanhar o retorno europeu para desenvolver algumas ideias de segurança. Vamos seguir a OMS, CBF e FGF e adequar à estrutura do clube para que a gente saia ileso dessa pandemia que estamos vivendo", decretou Olímpio Jayme.

Tem aspecto positivo nisso tudo?

Para um dos diretores da base, Olímpico Jayme Neto, há de se tirar proveito e pontos positivos em meio ao caos. Apesar do prejuízo e o atraso do desenvolvimento, o membro do conselho administrativo comemora o empenho de jogadores e comissão técnica. 

"Estamos percebendo um empenho muito grande dos novos profissionais para se desenvolver e buscar o conhecimento. Não são pessoas acomodadas. O desenvolvimento dos funcionários leva ao desenvolvimento dos nossos atletas. Quanto aos jogadores, o desempenho individual tem sido positivo e vem nos agradando, mesmo que o monitoramento à distância seja difícil. São atletas compromissados que querem realmente se tornar grandes profissionais no futebol", afirmou.

#TimeDOPovo
#PorDentroTodoMundoÉVermelho

Texto: Matheus Alves, da Assessoria VNFC.