Operários da Bola: “o Vila é minha primeira casa”, há 43 anos no clube, Givanildo é o funcionário mais antigo do Tigrão

Postado em: 29/04/2021 às 17:05

Operários da Bola: “o Vila é minha primeira casa”, há 43 anos no clube, Givanildo é o funcionário mais antigo do Tigrão
(Foto: Núbia Alves / Vila Nova F.C.)

O personagem da série Operários da Bola desta quinta-feira, 29, é Antônio Divino Rosa, conhecido no futebol como Givanildo. O responsável pelo Departamento de Registros é o funcionário mais antigo do Vila Nova, há 43 anos compõe o quadro de colaboradores do Tigrão.

 

Antônio é natural de Itapuranga, interior do estado, e entrou no Vila com apenas 22 anos de idade, para ser secretário do setor de Patrimônio e Promoção do clube, ainda no ano de 1977. Antes disso, já era vilanovense, se apaixonou pelo clube no ano de 1969, após um dos títulos do Triangular Otávio Laje. Já em 78, assumiu o departamento de futebol amador, o que hoje são as Categorias de Base do clube. Mas, você deve estar se perguntando: “se o nome dele é Antônio, por que Givanildo?” e ele explica como ganhou o apelido.

 

“Esse apelido me foi colocado pelo jogador Fernandinho. Na época, o Givanildo Oliveira, que hoje é treinador, jogava no Corinthians e tinha o cabelo parecido com o meu, na altura dos ombros, encaracolados. Aí ele me olhou e falou ‘ah, você parece com o Givanildo, é o Giva agora’ e o apelido ficou. Como o Givanildo era um jogador idôneo, eu não me incomodei”, disse Giva.

 

Givanildo passou do departamento amador para a supervisão do futebol profissional, acumulando as duas funções, que exerceu até o ano de 2000, quando Iron Gonçalves assumiu o profissional do clube. Com isso, como tinha experiência com a documentação de atletas, a diretoria da época o colocou como chefe do Departamento de Registro, onde está até hoje. Ele conta que não faz ideia de quantos contratos e jogadores passaram por sua mão e narra a evolução tecnológica do serviço.

 

“São muitos jogadores que já passaram por aqui. Agora facilitou (o trabalho). Antes, nós tínhamos que datilografar todos os contratos, não tínhamos o auxílio da informática e nem da internet. Hoje já tem o formulário no próprio sistema da CBF e já envia tudo online. Antes, tínhamos que nos deslocar para o Rio de Janeiro e ir na CBF para registrar o jogador”, conta.

 

Giva, como é chamado carinhosamente pelos colegas de clube, lembra com carinho do Tetracampeonato Goiano do Tigrão e classifica o momento como o mais marcante de sua vida colorada. Em contrapartida, relata o rebaixamento à Série C, em 2006, como o mais triste.

 

“O tetracampeonato me marcou positivamente. Já tinha uns anos que o Vila não ganhava títulos e começou em 77 o Tetra. Foram anos de glória, o Vila não ficou com o penta em 81 por uma infelicidade. E as quedas para a Série C foram momentos muito tristes, principalmente a de 2006, quando o time perdeu de goleada para o Guarani no Estádio Jonas Duarte”, relata.

 

Com 66 anos, Givanildo passou mais da metade da vida nos corredores do Onésio Brasileiro Alvarenga. Emocionado, ele diz que o Vila não é sua segunda casa, mas sim a primeira, já que passa muito mais tempo no clube do que em casa, com a família. “O pessoal costuma dizer que aqui é como a segunda casa, mas o Vila é minha primeira casa, passo mais tempo aqui do que na minha própria casa com a minha família”, ressalta, dizendo que o amor ao clube e o serviço levado a sério foram a receita para a longevidade na instituição.

 

Núbia Alves, da Assessoria VNFC